“A Maçonaria é a ciência da alma”, afirma Irmão Obreiro homenageado em sessão da Câmara de Pindamonhangaba que comemorou “Dia do Maçom”

por Robson Luis Monteiro publicado 26/08/2019 17h44, última modificação 26/08/2019 17h44
Sessão contou com participação de integrantes de Lojas Maçonicas de Taubaté, Tremembé, Campos do Jordão e Lorena
“A Maçonaria é a ciência da alma”, afirma Irmão Obreiro homenageado em sessão da Câmara de Pindamonhangaba que comemorou “Dia do Maçom”

Maçons receberam as honrarias da Câmara de Pindamonhangaba

A Câmara de Vereadores de Pindamonhangaba reconheceu nesta quinta-feira, dia 22 de agosto, o importante trabalho desenvolvido pelos maçons de Pindamonhangaba e para marcar a data celebrou com uma Sessão Solene o “Dia Internacional do Maçom”. O Ato Solene, que aconteceu no Plenário “Dr. Francisco Romano de Oliveira” por força da Lei Municipal nº 5.066/2010, foi presidido pelo vereador Rafael Goffi Moreira (PSDB) e contou com a presença da vereadora Gislene Cardoso – Gi (DEM). Além dos vereadores também participaram da Mesa Diretora o 1º Tenente da 12ª Companhia de Engenharia e Combate, Willian da Silva Leite (que representou o comandante da 12ª Companhia, Major Dan Milli Pereira); o Presidente da 52ª subseção da OAB Pindamonhangaba, Antonio Aziz Boulos; o Assessor Parlamentar José Alexandre Faria (representante da deputada estadual, Damaris Moura); o Delegado do 4º Distrito Maçonico de Taubaté, José Maria Severo (que representou o Grão Mestre João José Xavier, da Grande Loja Maçonica de São Paulo); o Coordenador da Nona Macro região, Sérgio Antonio Pini (representante do Grão Mestre do GOSP, Kamel Aref Saab) e o Venerável Mestre da Loja Maçonica “Harmonia e Trabalho”, Fabrício do Amaral Carneiro. Também tiveram destaque na Mesa Diretora as jovens Laís Resende Vilela, Iza de Paula Bertolani e Rebecca Emanuelle Nascimento da Rosa, todas Paramaçonicas Filhas de Jó – Bethel 17.

Entre as Lojas Maçonicas presentes estavam a “Vigilantes de Taubaté”; Capítulo Cavaleiros da Cruz da Ordem do Templo de Lorena”; “Força e Vida e Consciência de Taubaté; “Fraternidade e Integridade Taubateana” e “Luz do Oriente de Tremembé”.

A sessão foi aberta pelo vereador Rafael Goffi com uma saudação especial aos maçons e seus familiares que estavam no plenário da Casa. Logo após a execução dos Hinos Nacional e de Pindamonhangaba, Goffi concedeu a palavra ao orador oficial da sessão, Irmão Paulo Fernando da Silva Ribeiro Lima Rocha, integrante da “Augusta e Respeitável Loja Simbólica Harmonia e Trabalho”.

    

Iniciando seu pronunciamento, o irmão Paulo Fernando saudou e agradeceu aos membros da Lojas Maçonicas de Lorena, Campos do Jordão, Tremembé e Taubaté que estavam prestigiando a sessão. Na sequência, o orador lembrou o surgimento da Maçonaria na Inglaterra em 1717 com lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que propunha a evolução do espírito sobre a materia. “Hoje a maçonaria conta com mais de 300 anos, tendo chegado ao Brasil em1797. Durante todos esses anos, a maçonaria contou com a participação de ilustres personalidades, como Dom Pedro I, Marechal Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa, Duque de Caxias, Pixinguinha, Milton Nascimento, Padre Diogo Antônio Feijó, entre outros”, observou o orador. “A Maçonaria teve importante papel em fatos históricos deste País, como a Independência do Brasil e o Fim da Escravidão no País, sempre buscando um mundo mais justo e perfeito”, enfatizou.

Segundo Paulo Fernando, em Pindamonhangaba há 122 anos surgiria a primeira loja Maçonica da cidade, porém a Loja Maçonica “Harmonia e Trabalho” foi fundada em 1992. Ele finalizou seu discurso afirmando que “nesta noite especial, prestamos uma justa homenagem ao Irmão José Dias, por suas atividades, dedicação e trabalho”. Paulo Fernando encerrou o pronunciamento explicando que “os maçons não aceitam mulheres em nosso meio, mas não conseguiríamos desenvolver nossos trabalhos sem o apoio e ajuda delas e de todos os nossos familiares”.


Nesta sessão solene, as Filhas de Jó – Bethel 17, Laís Resende Vilela, Iza de Paula Bertolani e Rebecca Emanuelle Nascimento da Rosa também homenagearam os Maçons. “Assim como há grandes histórias, heróis e mártires, também existem grandes homens, que são reconhecidos como maçons, que acreditam que o respeito e o caráter são o bem maior e hoje por meio desta data, temos o privilégio de homenageá-los, não apenas pelos trabalhos executados, mas por serem as nossas colunas de apoio. Vocês são o sustentáculo da nossa ordem. São exemplos de virtudes que nos fazem seguir no caminho de virtude, do sucesso e da alegria”.

Homenagem a José Dias

Na sequência da sessão solene e por determinação da “Augusta e Respeitável Loja Simbólica Harmonia e Trabalho”, a Câmara prestou homenagem ao Irmão José Dias. Ele recebeu das mãos do vereador Rafael Goffi e do Venerável Mestre da Loja Maçonica “Harmonia e Trabalho”, Fabrício do Amaral Carneiro, um Diploma de “Honra ao Mérito” como reconhecimento pelo seu trabalho e dedicação à Maçonaria.

   

No seu discurso de agradecimento, José Dias agradeceu a lembrança e a honra de ter sido agraciado com o Diploma e reafirmou sua disposição em continuar seus trabalhos na Maçonaria. “A liberdade é um direito social a ser exercido no limites legais impostos. Igualdade é sinômino de justiça e equidade. Fraternidade é como um sentimento e é o fator primordial da convivência harmoniosa da paz e da concórdia”, frisou José Dias.

O homenageado disse, ainda, que “a fraternidade é o sentimento que apara as arestas da falta de liberdade e das desigualdades sociais. Assim todos nós sonhamos com uma sociedade humana, justa e igualmente fraterna”. E concluiu: “Não se muda os corações dos homens com decretos ou leis. A maçonaria não é uma coisa material. É uma ciência da alma. Não é uma crença ou doutrina, mas uma expressão da sabedoria divina e a sabedoria divina dirige suave e poderosamente todas as coisas”.

Ao final do evento, o vereador Rafael Goffi agradeceu a participação de todos na comemoração do Dia Internacional do Maçom. “Hoje eu fique extremamente feliz, pois foi um acontecimento rico de trocas respeitosas, fraternais e convergentes como haveria de ser, onde a serenidade da sabedoria foi digna de aplausos”.