Autoridades civis e militares se unem na busca de alternativas para conter violência em Pindamonhangaba

por natalia — publicado 10/04/2012 15h30, última modificação 20/06/2016 10h42
Reunião no plenário da Câmara durou cerca de 3 horas e uniu vereadores, Executivo, Polícias Civil e Militar e entidades da sociedade civil organizada para discutir medidas e soluções para segurança pública da cidade
Autoridades civis e militares se unem na busca de  alternativas para conter violência em Pindamonhangaba

Reunião contou com diversas autoridades

Preocupados com os alarmantes índices de violência e crimes no município, os representantes dos Poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e de entidades civis de Pindamonhangaba promoveram nesta quarta-feira, dia 04, uma reunião de trabalho com o objetivo de discutir, analisar e propor soluções para amenizar e combater o problema que vem assolando a comunidade.
O encontro de trabalho foi organizado pelo Presidente da Câmara, vereador Ricardo Piorino (PDT) com o apoio dos membros da Comissão dos Direitos Humanos, Cidadania e Segurança Pública, vereadores Abdala Salomão Neto (PSDB), José Carlos Gomes – Cal (PTB) e Antonio Alves da Silva – Toninho da Farmácia (PDT).
Participaram do encontro, os vereadores Dr. Jair Roma (PPS), Geni Dias Ramos (PPS), Martim Cesar (DEM), José Alexandre Faria (PT); a Vice-prefeita Myriam Alckmin; os Secretários Municipais Paulo Amadei (Planejamento), Arthur Ferreira dos Santos (Governo e Integração)e Maurício Marcondes (Habitação); os delegados Ivahir de Freitas Garcia Filho (Seccional de Taubaté) e Carlos Prado Pinto (Titular de Pindamonhangaba); os Promotores Paulo José de Palma (Taubaté), Eduardo Dias Brandão, Leonardo Rezek Pereira, Carlos Eduardo de Castro Pacello (Pindamonhangaba); Major PM Eliane Nikoluk Scachetti (Comandante do 5º BPM/I) e Capitão PM Paulo Henrique Cavalheiro (Comandante da PM em Pindamonhangaba); José Carlos Cataldi (Diretor Administrativo da Prefeitura de Pindamonhangaba), Jorge Samaha (Presidente da ACIP), Dra. Yara Batista de Medeiros (Conselheira Estadual da OAB) e Luís Rosas Júnior (Diretor do Departamento de Trânsito da cidade).
Ao abrir o encontro, o presidente da Câmara, vereador Ricardo Piorino deixou claro que “a reunião tinha o objetivo de analisar a situação crítica da cidade e apontar caminhos que possam levar à solução dos problemas da violência”. E completou: “Não estamos enveredando pelo campo político mas sim unindo as forças vivas da cidade para encontrarmos soluções adequadas para este crucial problema”.
Piorino cobrou das autoridades de Pindamonhangaba a instalação de câmeras de monitoramento, a criação de portais de segurança nos principais acessos da cidade, limpeza e poda do malto alto na região central e bairros periféricos e, sobretudo, melhorias da infraestrutura para a Guarda Municipal. “Precisamos de atitude e ação nesta área”, observou o presidente da Câmara.
Em seguida, o promotor de justiça, Paulo José de Palma fez uma breve explanação das causas sociais e estruturais que podem levar à violência e aos crimes. Ele disse que “está faltando empenho da sociedade e ocorrendo falhas de vários setores da comunidade”. Palma enfatizou que é “preciso agir globalmente no combate à violência e que não há lugar para medidas demagógicas”. O promotor defendeu a criação de políticas públicas para os bairros periféricos da cidade como forma de superar esse problema e a criação de uma Lei para que os bares tenham o horário restrito de funcionamento no período noturno. “De uma forma geral, os prefeitos não estão preocupados com políticas públicas e a fiscalização de bares nas periferias são inócuas”, frisou.
O Promotor de Pindamonhangaba, Carlos Eduardo de Castro Paccello concordou com o colega Paulo Palma e salientou que “muitos crimes são cometidos por dependentes químicos e que uma política pública que precisa ser implementada com urgência é a criação do CAPS AD – Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas”.
Ele também defendeu que sejam estabelecidas metas para ser alcançadas pelos poderes e entidades participantes. Já o promotor Leonardo Rezek Pereira defende a regulamentação dos horários para fechamento dos bares e uma fiscalização rigorosa quanto ao transporte clandestino. “A fiscalização das atividades ilegais é um grande passo para coibir os crimes.

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Prefeito

Em nome da Prefeitura, o Diretor Administrativo, José Carlos Cataldi, justificou a ausência do prefeito João Ribeiro afirmando que “ele estava em Brasília em compromisso oficial previamente agendado e buscando soluções para Pindamonhangaba”. Já o Secretário de Planejamento, Paulo Amadei Usier, disse que “a limpeza do mato em terrenos baldios está sendo realizada periodicamente e está sendo feito um estudo de viabilidade para implantação dos portais de segurança nos acessos da cidade”.


Batalhão da PM

Outro assunto discutido foi a possibilidade de implantação de um Batalhão da PM em Pindamonhangaba. Para a Major PM Eliane Nikoluk a criação de um novo batalhão implicaria em ter uma boa estrutura administrativa. Para a oficial da PM, o correto seria fazer um recalculo do efetivo com base em vários fatores, entre eles, a população efetiva e flutuante da cidade. Porém, a Major Nikoluk confirmou o que todos já sabiam; o efetivo da cidade e região de Taubaté está defasado. “Nós tivemos baixas entre os Pms, aposentadorias e desligamentos de vários profissionais e estes ainda não foram repostos”, concluiu.


Falta de Efetivo da Polícia Civil

Mesma situação vive a Polícia Civil. Na região de Pindamonhangaba, comandada pela Seccional de Taubaté, faltam policiais em diversas delegacias. Em seu pronunciamento, o vereador Abdala Salomão – que também é profissional da área – afirmou que o Distrito de Moreira César tem uma viatura e 2 PMs para uma população de cerca de 50 mil habitantes e que Pindamonhangaba – com seus 160 mil moradores – possui apenas 7 investigadores de polícia para dar conta dos inquéritos e demais investigações. “Estamos fazendo milagres e esta situação está a beira do caos”, afirmou.
O Delegado Seccional de Taubaté, Ivahir de Freitas Garcia Filho concorda com o parlamentar. “Efetivo é o nosso maior problema. Temos infraestrutura (armas, equipamentos, combustível, viaturas, etc) mas faltam homens para o trabalho policial”, explicou o delegado.


Entidades civis apoiam

Entre as entidades civis presentes, Associação Comercial e Industrial de Pindamonhangaba – ACIP; Ordem do Advogados do Brasil – OAB e Rotary Club demonstraram apoio às autoridades para buscar soluções para o problema da violência. Para o Presidente da ACIP, “há uma insatisfação geral dos empresários com o que vem ocorrendo em Pindamonhangaba”. Jorge Samahá disse que a falta de segurança afeta a economia do município e afirmou que a entidade é parceira da PM e da Polícia Civil”. Ele enfatiza que “é necessário trabalhar duro para combater esse mal”. “As pequenas desordens levam a grandes desordens e as grandes desordens levam aos crimes e à violência”, concluiu.

Departamento de Comunicação

10/04/2012