Em Audiência Pública, Executivo indica aplicação de mais de 34% do Orçamento anual na área da Saúde

por Robson Luis Monteiro publicado 22/06/2017 11h40, última modificação 26/06/2017 10h17
Evento foi realizado nesta quarta-feira, dia 21 de junho, no plenário da Câmara; Dados da Secretaria de Saúde e Assistência Social apontam a utilização de cerca de R$ 35 milhões de reais somente nos primeiros 4 meses de 2017
Em Audiência Pública, Executivo indica aplicação de mais de 34% do Orçamento anual  na área da Saúde

Vereadores acompanharam os relatos das diretoras da Secretaria de Saúde de Pindamonhangaba

A Secretaria de Saúde e Assistência Social de Pindamonhangaba aplicou R$ 35.865.652,21 em ações, atividades e trabalhos na área de saúde pública de Pindamonhangaba. Os valores são referentes as despesas liquidadas no período e representam um total de 34,16% do total do Orçamento Anual da pasta que é de R$ R$ 139.730.000,00. Os números foram apresentados pelos funcionários e diretores da Secretária de Saúde e Assistência Social de Pindamonhangaba na Audiência Pública realizada nesta quarta-feira, dia 21 de junho, no plenário da Câmara de Vereadores da cidade e que tratou da apresentação do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior – RDQA, referente ao 1º quadrimestre de 2017 (janeiro a abril).

A reunião foi conduzida pelo Presidente de Comissão de Saúde e Assistência Social da Casa, vereador Roderley Miotto (PSDB) e contou com a participação do Presidente da Câmara, vereador Carlos Moura – Magrão (PR) e dos vereadores Rafael Goffi Moreira (PSDB) e Ronaldo Pinto de Andrade – Ronaldo Pipas (PR). Representando a Secretaria de Saúde de Pindamonhangaba estiveram presentes as Diretoras do Departamento de Assistência Farmacêutica e Saúde Bucal, Mariana Prado Freire, do Departamento Administrativo da Saúde e Assistência Social, Lucélia Rodrigues Soares, do Diretor do Departamento de Proteção aos Riscos e Agravos à Saúde, Rafael Lamana e da Gerente da Secretária, Eliane Maria Galvão Wolff.

No início da apresentação, a Diretora Mariana Freire relatou as principais ações da Secretaria neste quadrimestre. Os destaques foram a análise, fiscalização e Estudo para redução de até 25% nos contratos da saúde; estudo e adequação para implantação com menor custo do SAMU no município; continuação e finalização do processo de chamamento público n.º 03/2016 para a Seleção e contratação de organização social no município de Pindamonhangaba para execução do serviço de pronto socorro, conforme plano operativo onde logrou êxito a ABBC -Associação Brasileira de Beneficência Comunitária; estudos, análise e construção do Plano Operativo dos serviços hospitalares e ambulatoriais prestados pela Santa Casa, entre outros.


Logo em seguida, a Diretora da Secretaria de Saúde mostrou os índices e valores referente aos recursos da área em Pindamonhangaba. No item “Movimento de internação com caráter de urgência e eletivo” foram feitos 1.739 Procedimentos Clínicos ao custo de R$ 1.593.567,49; 1.046 Procedimentos Cirúrgicos no total de R$ 820.229,22 o que gerou um custo geral de R$ 2.413.796,71.

Nos atendimentos do Pronto-Socorro Municipal, agora sob a supervisão da OS ABBC, a diretora informou que foram registrados 50.740 (janeiro), 48.280 (fevereiro), 59.724 (março) e 54.690 (abril). Na quantidade de exames, Mariana Freire relatou que o registro indica a produção de 9.380 exames, com destaque para 368 Endoscopias, 216 Ressonâncias Magnéticas, 3.518 Radiografia Simples e 3.310 Ultrassonografias.


Um dado significativo relatado na Audiência Pública diz respeito aos casos de dengue na cidade. As “Notificações e Investigações de Dengue no Município”, no período de 1º de Janeiro a 30 de abril, somaram 508, sendo que 482 foram descartados e 2 estão em investigação.

Despesas com Saúde

Durante a Audiência Pública, a Gerente Eliane Wolff esclareceu aos vereadores e ao público presentes que o percentual legal a ser aplicado em Saúde corresponde a 15%, ou seja, pelo orçamento atual seria de R$ 15.751.110,73. Entretanto, a dirigente da Saúde observou que hoje o valor aplicado é de R$ 35.865.652,21, ou seja, 34,16% do orçamento. Só com a folha de pagamento dos profissionais da área, o Executivo gastou R$ 17.910.026,38.


Outras despesas foram: Santa Casa (R$ 7.305.594,20), Serviço terceiro – aluguel/exames/192/UTI (R$ 6.468.520,44), Vale  Transporte/SP/SJC (R$ 2.565.160,51) e Diversas Ações da Secretaria de Saúde (R$ 1.616.350,68).


Entre as maiores dificuldades deste quadrimestre, Eliane Wolff relacionou as seguintes: Falta de funcionários e especialistas, a necessidade de adequação de prédios para atendimentos, falta de reserva técnica para cobertura de faltas e férias, falta de relógio de ponto nas Unidades para controle de frequência e número de carros insuficientes para atender a todas as Unidades em rotinas de Visita Domiciliar para médicos, enfermeiros e etc.